Meus Queridos Amigos
Bom dia!
Muito bom dia!
Sem mais de mim, mas muito de outros!
Um dia maravilhoso e com muitas alegrias. Abreijos.
Muito bom dia!
Sem mais de mim, mas muito de outros!
Um dia maravilhoso e com muitas alegrias. Abreijos.
Todos nós nos lembramos das nossas infâncias, é aí que começaram a nascer as nossas recordações, o nascer de memórias da " infantil", no nosso tempo não havia a pré-primária, a seguir as brincadeiras, com companheiras e companheiros da primária, no meus caso no Nuno Álvares, partida para o liceu velho na praia Morena, despedida desse para o novo, junto ao Coringe... tantos amigos no percurso, íamos à casa de cada como se fosse também um pouco nossa.
Os nossos pais, tinham-mo-nos como filhos temporários, enquanto estávamos debaixo dos seus olhares...cuidavam de nós.
Os nossos pais, tinham-mo-nos como filhos temporários, enquanto estávamos debaixo dos seus olhares...cuidavam de nós.
Cheguei muitas vezes a pensar que quando me tornasse adulto iria esquecer-me de todas as minhas passagens enquanto infantil e jovem... puro engano!
Concluí com a idade que a minha infância é ainda um lugar onde sou e fui rei. A infância nunca morreu em mim. Regresso muitas vezes ao meu reino.
Não morre...
Concluí com a idade que a minha infância é ainda um lugar onde sou e fui rei. A infância nunca morreu em mim. Regresso muitas vezes ao meu reino.
Não morre...
Porém, não gosto de viver do "passado", gosto de lembrar-me do passado, porque tive um passado rico, um luxo de infância e de jovem.
Porque tive que viver, não deixei que as minhas memórias ficassem estacionadas no passado, sei que esse jamais volta. Faz parte do meu viver, um dia atrás de outro dia.
Porque tive que viver, não deixei que as minhas memórias ficassem estacionadas no passado, sei que esse jamais volta. Faz parte do meu viver, um dia atrás de outro dia.
Agora não tenho medo de viver, de ser feliz, de conquistar, de amar, amar mais, com a lembrança que o que irá bater à minha potencial porta mental é o presente.
Estranho, mas amo mais agora que no passado... os amores de hoje são mais profundos, são lentos... já não temos vontade de andar às corridas nem de jogar "às escondidas"... é tudo mais saboroso!
Vivo...
Um presente com enormes riscos, o de perder amigos, o de ter altos e baixos, o de ter montes de alegrias e algumas tristezas, sem medo de todos os dias a aprender que cada dia pode ser melhor, tão melhor como de melhor foi e teve a minha infância.
Estranho, mas amo mais agora que no passado... os amores de hoje são mais profundos, são lentos... já não temos vontade de andar às corridas nem de jogar "às escondidas"... é tudo mais saboroso!
Vivo...
Um presente com enormes riscos, o de perder amigos, o de ter altos e baixos, o de ter montes de alegrias e algumas tristezas, sem medo de todos os dias a aprender que cada dia pode ser melhor, tão melhor como de melhor foi e teve a minha infância.
Só tenho que me lembrar que então, como criança e como jovem, queria construir um futuro melhor!
Vou continuar a seguir em frente, olhar para a frente com memórias do passado.
Logo e todos os dias nascerá um novo sol!
Abreijos
Vou continuar a seguir em frente, olhar para a frente com memórias do passado.
Logo e todos os dias nascerá um novo sol!
Abreijos
"".
Se eu morrer muito novo, oiçam isto:
Nunca fui senão uma criança que brincava.
Fui gentio como o sol e a água,
De uma religião universal que só os homens não têm.
Fui feliz porque não pedi cousa nenhuma,
Nem procurei achar nada,
Nem achei que houvesse mais explicação
Que a palavra explicação não ter sentido nenhum.
Não desejei senão estar ao sol ou à chuva —
Ao sol quando havia sol
E à chuva quando estava chovendo (E nunca a outra cousa),
Sentir calor e frio e vento,
E não ir mais longe.
Uma vez amei, julguei que me amariam,
Mas não fui amado.
Não fui amado pela única grande razão —
Porque não tinha que ser. ""
Nunca fui senão uma criança que brincava.
Fui gentio como o sol e a água,
De uma religião universal que só os homens não têm.
Fui feliz porque não pedi cousa nenhuma,
Nem procurei achar nada,
Nem achei que houvesse mais explicação
Que a palavra explicação não ter sentido nenhum.
Não desejei senão estar ao sol ou à chuva —
Ao sol quando havia sol
E à chuva quando estava chovendo (E nunca a outra cousa),
Sentir calor e frio e vento,
E não ir mais longe.
Uma vez amei, julguei que me amariam,
Mas não fui amado.
Não fui amado pela única grande razão —
Porque não tinha que ser. ""
Alberto Caeiro
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