segunda-feira, 7 de novembro de 2016

A VER O MAR


Meus Queridos Amigos,
Bom dia.
Muito bom dia!
Tenham uma segunda-feira maravilhosa e com muitas alegrias.
Desejo-vos também que a semana seja tão boa quanto o vosso querer e desejo.
Quem puder vá ver o mar que eu hoje deixar-lhe-ei coisas.
Tudo de bom ficará nele porque dele farei fiel depositário dos pensamentos.
Hoje é, depois do fim-de-semana, quase sempre e todos os anos, o dia que depois de comemorar o aniversário junto da família que me retiro para passar umas horas a olhar o mar. A escutar o rebentar das ondas e ver o ir e o vir das mesmas águas que se renovam a cada regresso no beijar espraiado e molhado ao longo dos lábios da areia.
Assim vai ser.
É o dia que, também, escolho para ver nascer o sol... nasceu há cerca de meia hora.
Quase sempre escolho este dia para reflectir. 
E, o melhor sítio é sair de casa e ir ver o mar, o mar na praia entre a montanha e Tróia. Ali, nas areias da Figueirinha...
Fico sentado comigo e com a natureza.
As ondas cantam-me canções de alegria por me verem regressar.
Chego cedo para não ver pegadas na areia, saber que o mar as lavou, saber que a praia está limpa.
Hoje o dia está limpo de nuvens.
É no mar que vou deixar as coisas do ano passado...
É no mar que limpo as coisas da vida.
Abreijos
"".
Mar, metade da minha alma é feita de maresia
Pois é pela mesma inquietação e nostalgia,
Que há no vasto clamor da maré cheia,
Que nunca nenhum bem me satisfez.
E é porque as tuas ondas desfeitas pela areia
Mais fortes se levantam outra vez,
Que após cada queda caminho para a vida,
Por uma nova ilusão entontecida.
E se vou dizendo aos astros o meu mal
É porque também tu revoltado e teatral
Fazes soar a tua dor pelas alturas.
E se antes de tudo odeio e fujo
O que é impuro, profano e sujo,
É só porque as tuas ondas são puras. ""
Sophia de Mello Breyner Andresen

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