quarta-feira, 26 de outubro de 2016

CORES DA VIDA






Meus Queridos Amigos,

Bom dia!
Muito bom dia!

Quero aqui agradecer toda a simpatia e todas as manifestações de apoio que foi manifestado por todos vocês acerca da desprezível posição de censura que o "FB" tomou por num post meu aparecer uma imagem que creio não ter ofendido nenhum padrão de bom senso e respeito.

Enfim... já lá vai!

Porém, tenho que realçar que no meio onde se vive e onde nos movimentámos existe muita falsidade. Há um fingimento permanente procurando fazer crer que a interpretação de outros perante a vida é doentia e possuidora de diabos que atacam.
Essas pessoas vivem uma encenação mergulhadas na sujidade dos pensamentos que tornam a vida de outros mais pesada.

Adoro quem me traga paz, quem me ajude a sentir gosto pela vida, que me abrace ou beije sem me colocar entre a espada e a parede.
Gosto muito de pessoas que apreciam o cenário que o Outono oferece, que apreciam as emoções de se viver longe da negatividade, gosto de estar e conviver com todos que me fazem bem, bem de verdade.

Os outros, os outros suporto-os.
E, como no Outono caiem as folhas, como se veste de cores e se pinta de cinzento, fico sempre na expectativa de ver surgir nesses a Primavera emocional.
Prefiro pensar que sempre existirão críticas, condenações ou castigos, mas é a mim que cabe escolher a forma de viver cada estação do ano e em cada uma delas fazer o melhor que sei para tornar a vida de outros florida como se sempre vivêssemos na Primavera.

Pintarei sempre as emoções com as mais belas cores da vida!

Tenham um dia muito feliz, aproveitem para apreciar o Outono, sintam as emoções da Primavera e vivam mais um dia maravilhoso.
Abreijos.


"".
A Poezia do Outomno

Noitinha. O sol, qual brigue em chammas, morre
Nos longes d'agoa... Ó tardes de novena!
Tardes de sonho em que a poezia escorre
E os bardos, a sonhar, molham a penna!

Ao longe, os rios de agoas prateadas
Por entre os verdes cannaviaes, esguios,
São como estradas liquidas, e as estradas
Ao luar, parecem verdadeiros rios!

Os choupos nus, tremendo, arripiadinhos,
O chale pedem a quem vae passando...
E nos seus leitos nupciaes, os ninhos,
As lavandiscas noivam piando, piando!

O orvalho cae do céu, como um unguento.
Abrem as boccas, aparando-o, os goivos...
E a larangeira, aos repellões do vento,
Deixa cair por terra a flor dos noivos.

E o orvalho cae... E, á falta d'agoa, rega
O val sem fruto, a terra arida e nua!
E o Padre-Oceano, lá de longe, prega
O seu Sermão de Lagrymas, á Lua!

Tardes de outomno! ó tardes de novena!
Outubro! Mez de Maio, na lareira!
Tardes...
Lá vem a Lua, gratiae plena,
Do convento dos céus, a eterna freira! ""

António Nobre, in 'Só'

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